A história do feminismo pode ser dividida em três "ondas". A primeira onda teria ocorrido nos Estados Unidos e no Reino Unido, entre o final do século XIX e o início do século XX. Destaca-se aí a luta pelo direito ao voto. No Brasil, o direito ao voto pelas mulheres data de 1932.
(foto: menteshipocritas.blogspot.com)
A segunda onda do feminismo tem a forte influência das ideias da escritora francesa Simone de Beauvoir, autora do livro O Segundo Sexo, publicado pela primeira vez em 1949. É, então, nos anos 50 que o movimento internacional de mulheres se organiza e ganha força.
Rosie the Riveter. Um dos cartazes que se tornou símbolo do movimento feminista nos Estados Unidos, mostra a operária Geraldine Doyle, com a inscrição We Can do It!
Durante a Segunda Guerra Mundial, o cartaz foi usado para convocar as mulheres para trabalharem nas fábricas, já que muitos homens estavam no front de combate.
"Rosie the Riveter" era o nome dado às mulheres trabalhando em fábricas durante a guerra. É também o nome de uma música popular dos anos 1940, e o nome de um quadro de Norman Rockwell, de uma operária segurando uma ferramenta.
A segunda onda teve início na década de 60 com duração até o final da década de 1980 e teve como foco a preocupação com as questões da igualdade entre os sexos e o fim da discriminação.
No Brasil, a conjuntura da segunda onda corresponde ao período da ditadura militar (1964-1989), o que levou as feministas a se rebelarem contra o regime e também contra a opressão de gênero.
No Brasil, Leila Diniz é um símbolo da liberdade feminina da geração dos anos sessenta. Ela desafiou todos os padrões, falando de suas preferências sexuais, de forma espontânea e autêntica. E sempre expressou o seu descontentamento com o regime militar no país.
(foto:salalatinadecinema.blogspot.com)
Com as palavras de ordem: "Nosso corpo nos pertence" e "O privado também é político" as mulheres faziam uma crítica radical ao modelo tradicional do que é ser mulher.
http://www.mulher500.org.br/publicacoes/dicionario-mulheres-do-brasil.asp
http://www.mulher500.org.br/publicacoes/dicionario-mulheres-do-brasil.asp
A terceira onda feminista se inicia na década noventa e segue até os dias atuais. Há quem acredite que essa terceira onda tenha surgido como uma resposta às falhas da segunda onda.
Também não há um consenso em relação a definição dessas etapas na história do feminismo.
Também não há um consenso em relação a definição dessas etapas na história do feminismo.
O fato é que nós mulheres somos muitas, somos diversas, somos de muitos matizes e somos a maioria da população. Segundo dados do Censo Demográfico e divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil passou a ter quase 4 milhões de mulheres a mais do que homens em dez anos.
Segundo o estudo, a relação entre os gêneros é de 96 homens para cada 100 mulheres. http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2011/04/29/em-dez-anos-populacao-feminina-superou-a-masculina-em-4-milhoes.jhtm
Segundo o estudo, a relação entre os gêneros é de 96 homens para cada 100 mulheres. http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2011/04/29/em-dez-anos-populacao-feminina-superou-a-masculina-em-4-milhoes.jhtm
A ideia do blog Matizes Feministas é compartilhar reflexões sobre mídia, política, cultura, educação e tudo o mais que me der na telha ou lo que me da la gana. Sempre com o meu olhar e a minha prática feminista. Seja bem-vind@!


