sábado, 26 de novembro de 2011

16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher

              

                                                                          
Entre o dia 25 de Novembro e o dia 10 de dezembro, os movimentos de mulheres e feministas  de vários países, organizam anualmente os 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher. 
Essa é uma campanha internacional que foi criada pelos movimentos feministas e de mulheres e vem sendo realizada desde 1991 pelo Centro para Liderança das Mulheres - Center for Women's Global Leadership, dos Estados Unidos e acontece em mais de 159 países. 

No Brasil, durante muitos anos essa ação foi coordenada pela Agende - Ações em Gênero, Cidadania e Desenvolvimento - uma ONG feminista de Brasília, em parceria com várias entidades dos movimentos feministas e com apoios governamentais e de empresas privadas.
Várias atividades estarão sendo realizadas nesses 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra a Mulher de 2011, pelos movimentos sociais e pelo poder executivo, como se pode ver no site do Observatório Brasil da Igualdade de Gênero.

Esse ano as Blogueiras Feministas estão organizando uma blogagem coletiva com 16 posts sobre a violência contra a mulher e os 16 Dias de Ativismo, com destaque para:
  • 25 de Novembro - Dia Internacional pelo Fim da Violência contra as Mulheres,
  • 01 de Dezembro - Dia Mundial de Luta contra a AIDS,
  • 06 de Dezembro - Data do Massacre de Montreal que fundamenta a Campanha do Laço Branco, Homens pelo fim da violência contra a mulher e,
  • 10 de Dezembro - Dia Internacional dos Direitos Humanos.



Vale a pena também, conferir o blog Pimenta com Limão que durante cinco dias realizou uma blogagem coletiva, escrevendo artigos e crônicas sobre violência de gênero de uma outra articulação de blogueiras, twiteiras e internauteiras feministas.

Leia Mais:
Universidade Livre Feminista
Rede Feminista de Saúde e Direitos Sexuais e Reprodutivos

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A Impunidade é Cúmplice da Violência




O 25 de Novembro é o Dia Latino-americano pelo fim da violência contra as Mulheres. Essa data simboliza a luta das mulheres pelo fim da violência na América Latina e Caribe
Foto: Google
É uma homenagem às irmãs Pátria, Minerva e Antônia Maria Tereza que foram assassinadas depois de  presas e torturadas várias vezes pelo ditador  General Trujillo. As irmãs Mirabal lutavam pela libertação da República Dominicana, pela democracia e integravam o movimento Las Mariposas.
A data surgiu no I Encontro Feminista Latino-americano e do Caribe em 1981 ocasião em que as feministas escolheram o 25 de novembro - data em que as irmãs Mirabal foram assassinadas - para marcar a luta das mulheres pelo fim da violência.

Segunda Onda do Feminismo no Brasil.
O enfrentamento à violência contra as mulheres no Brasil tem as suas primeiras manifestações nos anos setenta, como uma das principais bandeiras de luta da Segunda Onda do feminismo no país. Sob a insígnia "Nosso Corpo nos pertence", "Quem Ama Não Mata" e "O privado é político" as feministas reivindicavam o direito ao corpo, ao prazer e lutavam contra o patriarcado e o machismo.

A partir dos anos setenta, os movimentos feministas se articulam internacionalmente e, por pressão a Organização das Nações Unidas (ONU) na I Conferência Mundial da Mulher no México institui o Ano Internacional da Mulher e a Década da Mulher de 1975 a 1985.
No Brasil esse período coincide com o fim do regime militar e com a abertura política. A luta das mulheres ainda hoje se reflete em muitas das conquistas  políticas, sociais e econômicas no mundo inteiro.
No campo da saúde, as mulheres organizaram um amplo movimento contra a medicalização do corpo, a esterilização em massa e a luta pela legalização do aborto.
Angela Diniz
Também é com o feminismo e como resultado da luta feminista que surgem os primeiros equipamentos públicos de enfrentamento à violência contra a mulher: as delegacias especializadas de atendimento às mulheres (DEAMS), as casas-abrigo e os centros de referências, ainda nos anos oitenta que reconhecem as mulheres como vítimas da violência.
Também no início da década de oitenta, é exibida a minissérie Quem Ama Não Mata, da Rede Globo, que retratava o cotidiano de cinco casais, com seus dilemas sobre o amor, casamento e fidelidade. O título Quem Ama Não Mata era na época uma bandeira de luta das feministas em oposição a onda de assassinatos de mulheres que ocorria em vários lugares do Brasil, entre eles o de Ângela Diniz, no Rio de Janeiro.  



Conquistas.
Dos anos setenta aos dias atuais, muita coisa mudou no Brasil e no mundo em relação à violência contra as mulheres. Políticas públicas, mecanismos de proteção, convenções internacionais, Lei Maria da Penha.
Ex-médico Abdelmassih
FORAGIDO
Ainda assim, as mulheres continuam sofrendo todo tipo de violência e sendo mortas pelas mãos de ferro do machismo que segue legitimado pela sociedade. Já existe lei de enfrentamento à violência contra as mulheres no Brasil, mas a impunidade ainda persiste.
Para lembrar isso, deixo dois casos exemplares de impunidade: o assassino foragido de Maristela Just e o ex-médico Abdelmassih que violentou e abusou sexualmente de várias mulheres e segue foragido. As mulheres do Brasil exigem que faça justiça.
  
Leia Mais:
Breve história das Irmãs Mirabal
Roger Abdelmassih
Caso Maristela Just
Marcadas a Ferro

domingo, 20 de novembro de 2011

Dia da Consciência Negra - 20 de Novembro

www.geledes.org.br
Hoje é o Dia Nacional da Consciência Negra. É um dia para homenagear Zumbi dos Palmares, grande liderança dos povos negros do Brasil e também é mais um dia para repudiar toda forma de discriminação racial.

Minha homenagem às mulheres negras. Bravas Guerreiras. Aqui simbolizadas por:




Isadora


5o.Encontro Pernambucano de Mulheres de Terreiro

Cris Nascimento e Nadegi (Loucas de Pedra Lilás)
Cristina Dorigo


Jurema Werneck

                     
Lúcia Xavier


                                                                   

Mulheres do Haiti
             
Simione Silva (e a Cris)






Vera Baroni

Vera Daisy e Isabel Clavelin

Hildézia Medeiros


Rurany Silva
Sueli Carneiro




Ex-ministra Matilde Ribeiro





OXUM



Por fim, Respeitem Meus Cabelos Brancos.




Leia mais:
Persistência do racismo no Brasil e as formas de superá-lo
Racismo: Questão Central para uma Agenda Alternativa
OXUM

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Saúde das Mulheres Negras


Aconteceu entre os dias 11 e 13 de novembro, em Curitiba, o VI Seminário Mulheres Negras e Saúde.
Eu estive lá. Como parte do trabalho que realizo para o Ministério da Saúde, a mim cabia acompanhar a realização do seminário e coordenar e debater em uma mesa redonda. Fiquei com a discussão sobre "Políticas Públicas e Protagonismo Negro: o direito à saúde das mulheres negras".
O seminário reuniu mulheres - e alguns homens - de todo o Brasil, com discussões importantes sobre  saúde das mulheres negras, políticas públicas, racismo e vulnerabilidade.
A luta pela inclusão da saúde integral da população negra e do combate ao racismo no Brasil, pode-se dizer que tem os seus primeiros registros na 8a Conferência Nacional de Saúde (CNS), em 1986.
Os movimentos negros estavam organizados e articulados naquela conferência, inclusive como parte integrante do movimento pela reforma sanitária. É na 8a. CNS que se institui a saúde como direito universal de cidadania e dever do Estado.
O seminário Mulheres Negras e Saúde foi organizado pela Rede de Mulheres Negras do Paraná, uma organização Não-Governamental autônoma e independente que tem como missão promover a ação política de mulheres negras paranaenses na luta contra o racismo, sexismo, opressão de classe, homofobia, lesbofobia e todas as formas de discriminação.  

As Setembrinas
O seminário aconteceu em três dias de intenso trabalho, sendo a sexta-feira reservada às oficinas sobre  Religião de Matriz Africana; de Indicadores Sociais e de Saúde numa perspectiva de raça e gênero; Jovens Negras e Vulnerabilidade; Mulheres Negras e Mídia; Racismo e Lesbofobia: uma questão de saúde; Mulheres Negras e Aids. 
Como a maioria das pessoas presentes, eu gostaria de ter participado de todas as oficinas, mas por ser impossível optei por saber um pouco mais sobre religiões de matriz africana, com José Marmo da Silva, da Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde e Rondinele dos Santos (ASPAJA/PI).  À tarde, fui assistir à minha querida amiga, a feminista negra jornalista Vera Daisy Barcellos e Isabel Clavelin, da ONU Mulheres Brasil e Cone Sul que coordenaram a oficina sobre mulher negra e mídia.



Isabel Clavellin, eu e a Vera Daisy





Lucia Xavier (Creola/RJ)












Isadora (pequena quilombola)

Na sexta-feira, quando os grupos terminaram os trabalhos, as pessoas seguiram para a abertura da IIIa. Conferência Estadual de Políticas para as Mulheres. Foi bacana de ver a banda As Setembrinas, de mulheres negras do Paraná, que nos presenteou com um belo repertório afro. 
Só tinha fera, palestrantes das mais qualificadas neste VI Seminário Mulheres Negras e Saúde, como Lúcia Xavier da Articulação de Mulheres Negras do Brasil e da ONG Creola/RJ, Rosa Lourdes representando a Rede Feminista de Saúde e Direitos Sexuais e Reprodutivos, Denise Botelho professora da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Ana Ramalho do INCA, Maria Luisa Pereira de Oliveira da Organização Maria Mulher/RS, Edna Araújo da Universidade Estadual da Bahia entre outras.



O evento contou com o apoio da UFPA, da Rede Saúde, do Ministério da Saúde, da Secretaria de Políticas para as Mulheres do Governo Federal, da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, entre outros, o que mostra a articulação da Rede de Mulheres Negras/PR que investiu pesado na intersetorialidade, envolvendo vários segmentos importantes para a execução de políticas públicas.
Foi um momento de muita reflexão e aprendizado. E a certeza de que o racismo precisa ser enfrentado todos os dias e por tod@s nós. Sem trégua. 
Por fim, deixo um vídeo da campanha "Onde você Guarda seu Racismo", que segue completamente atual.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Dia das Bruxas

A Inquisição surge na Idade Média, em torno do século XIII e foi comandada pela Igreja Católica Romana. Segundo a enciclopédia livre, o termo Inquisição refere-se a várias instituições dedicadas à supressão da heresia no seio da Igreja Católica. E foi criada inicialmente para combater o sincretismo entre grupos religiosos que praticavam a adoração de plantas e animais e se utilizavam de mancias, que são métodos de adivinhação. 
De acordo com o site da História da Inquisição, a origem da palavra vem do latim: Inquisitio Haereticae Sanctum Officium. É um termo que deriva do ato judicial de "inquirir", que quer dizer perguntar, averiguar, pois não havia tribunais naquela época e muitos eram condenados pela mão do povo.
A Inquisição da Igreja Católica Romana é uma página vergonhosa da história da humanidade, onde em nome de Jesus Cristo milhares de pessoas foram mortas, por representar uma ameaça à hegemonia católica, por discordar da política oficial. As justificativas eram as mais diversas: podia ser a frequência irregular à igreja, razões de cunho racista (especialmente com os judeus), excesso de banho e limpeza (alma suja e cheia de pecado?) e tantos outros motivos que a Igreja Católica decidisse. 

As torturas da Inquisição faziam parte do processo realizado contra os hereges
Cenas de tortura e de pessoas queimando nas fogueiras se repetiam e se tornavam frequentes à medida em que se estimulava que as pessoas condenadas por heresia, para alcançar algum benefício deveriam entregar os seus "cúmplices". 
A Espanha é citada como o país onde a Inquisição foi mais marcante e mais famosa na lembrança. Veja o que diz o site História da Inquisição, citado anteriormente:

  Em Castela, na década de 1480, diz-se que mais 1500 vítimas foram queimadas na estaca em conseqüência de falso testemunho, muitas delas sem identificar a origem da acusação contra elas. As prisões da Inquisição viviam abarrotadas de presos. As vítimas podiam ficar encarcerados durante anos sem ao menos saber o transgressão de que diziam ser culpados. A prisão era seguida de imediato confisco de todos os pertences dos acusados, enquanto o acusado definhava na cadeia, seus bens eram vendidos para pagar sua manutenção na cadeia. Se fossem soltos, estariam na mais completa miséria. Nas sessões de interrogatório os Inquisidores esforçavam-se para evitar o derramamento de sangue a que foram proibidos nas torturas. Idealizavam os métodos de modo a adequar-se às restrições prevalecentes. Havia a toca na qual se forçava água pela goela da vítima abaixo. Havia o potro, onde a vítima era amarrada num ecúleo com cordas, que podiam ser apertadas mais ainda pelo torturador. Havia a polia, em que amarravam-se as mãos das vítimas às costas e depois penduravam pelos pulsos numa polia ao teto, com pesos amarrados nos pés. Levantavam-na devagar para aumentar a dor e depois abaixavam-na bruscamente sendo seus membros deslocados. E havia outros procedimentos obscenos demais para serem transcritos. Reservava-se a pena de morte basicamente para os hereges não arrependidos, e para os que haviam recaído após conversão nominal ao catolicismo. Se ele se arrependesse nos últimos momentos na estaca, era "piedosamente" estrangulado antes de acenderem a fogueira. Se não, era queimado vivo.

Maleus Maleficarum. O Martelo das Bruxas ou Martelo das Feiticieiras, segundo a Wikipédia, era uma espécie de manual de diagnóstico para identificar bruxas, publicado em 1847 e dividido em três partes. A primeira parte ensinava os juízes a reconhecerem uma bruxa e seus disfarces. A segunda parte do Martelo das Bruxas, explicava e classificava todos os tipos de malefícios. A terceira e última parte mostrava como agir "legalmente" com as bruxas, ensinando como inquiri-las e condená-las. Diz ainda a enciclopédia livre, que o Martelo das Bruxas é provavelmente o tratado mais importante que foi publicado no contexto da perseguição da bruxaria do Renascimento.
Foi um tenebroso período de caça às bruxas, a maioria queimada e enforcada num período de quatro séculos: do século XV ao século XVIII. Em média, 75% das vítimas eram mulheres. Muitas dessas mulheres eram parteiras, curandeiras e sábias. Mas ousaram desafiar o poder dos homens. Por isso Bruxas, Histéricas, Loucas.

Neste Dia das Bruxas, quero prestar a minha homenagem a todas aquelas que arderam e queimaram nas fogueiras da Inquisição. E quero reafirmar a necessidade de seguir lutando contra todas as fogueiras que ainda teimam em nos colocar: preconceito, violência doméstica e sexual, machismo, lesbofobia e todo tipo de discriminação contra as mulheres. 

Saiba mais:

sábado, 29 de outubro de 2011

Fanatismo

Florbela Espanca
(Foto: www.google.com.br)

Minh'alma de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão do meu viver
Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu amor, a ler
No mist'rioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!...

"Tudo no mundo é frágil, tudo passa..."
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, digo de rastros:
"Ah! podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: princípio e fim!..."


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

De perto alguém é normal?

A telenovela Tieta foi produzida e exibida pela Rede Globo em 1989, baseada no romance de Jorge Amado, intitulado Tieta do Agreste, escrito em 1977. A novela foi escrita por Aguinaldo Silva, Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Linhares. 
Hoje vi um trecho da novela que anda circulando pela internet e pelas redes sociais que mostra Tieta (interpretada pela atriz Beth Faria) dialogando com o seu sobrinho e amante, Ricardo (vivido pelo ator Cássio Gabus Mendes), sobre o preconceito contra homossexuais. A conversa acontece porque o travesti Ninete (interpretado por Rogéria), chega à cidade e causa a maior polêmica. O texto é muito bom, principalmente se considerarmos a época em que a novela foi apresentada. Veja o trecho abaixo:




"De perto, ninguém é normal", como diz Caetano Veloso em Vaca Profana.

Respeito muito minhas lágrimas
Mas ainda mais minha risada
Inscrevo, assim, minhas palavras
Na voz de uma mulher sagrada
Vaca profana, põe teus cornos
Pra fora e acima da manada
Vaca profana, põe teus cornos
Pra fora e acima da man...
Ê, ê, ê, ê, ê,
Dona das divinas tetas
Derrama o leite bom na minha cara
E o leite mau na cara dos caretas


Segue a movida Madrileña
Também te mata Barcelona
Napoli, Pino, Pi, Paus, Punks
Picassos movem-se por Londres
Bahia, onipresentemente
Rio e belíssimo horizonte
Bahia, onipresentemente
Rio e belíssimo horiz...
Ê, ê, ê, ê, ê,
Vaca de divinas tetas
La leche buena toda en mi garganta
La mala leche para los puretas


Quero que pinte um amor Bethânia
Stevie Wonder, andaluz
Como o que tive em Tel Aviv
Perto do mar, longe da cruz
Mas em composição cubista
Meu mundo Thelonius Monk`s blues
Mas em composição cubista
Meu mundo Thelonius Monk`s...
Ê, ê, ê, ê, ê,
Vaca das divinas tetas
Teu bom só para o oco, minha falta
E o resto inunde as almas dos caretas


Sou tímido e espalhafatoso
Torre traçada por Gaudi
São Paulo é como o mundo todo
No mundo, um grande amor perdi
Caretas de Paris e New York
Sem mágoas, estamos aí
Caretas de Paris e New York
Sem mágoas estamos a...
Ê, ê, ê, ê, ê,
Dona das divinas tetas
Quero teu leite todo em minha alma
Nada de leite mau para os caretas


Mas eu também sei ser careta
De perto, ninguém é normal
Às vezes, segue em linha reta
A vida, que é meu bem, meu mal
No mais, as ramblas do planeta
Orchta de chufa, si us plau
No mais, as ramblas do planeta
Orchta de chufa, si us...
Ê, ê, ê, ê, ê,
Deusa de assombrosas tetas
Gotas de leite bom na minha cara
Chuva do mesmo bom sobre os caretas...


E Vaca Profana na belíssima interpretação de Gal Costa.